09 – Notícias

VLT em dose tripla: Maracanã e Marina da Glória podem ganhar sistemas de bondes modernos ligados ao Porto
Matéria Publicada pelo Jornal O GLOBO em 27/10/2010 por Isabela Bastos
O plano de revitalização da Zona Portuária – que prevê, entre outras medidas, a construção de uma nova avenida e de um mergulhão, além da derrubada de parte do Elevado da Perimetral – poderá presentear a cidade com não apenas um, mas três sistemas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Além do VLT do Porto, que terá dois circuitos no perímetro de cinco milhões de metros quadrados delimitado pelas avenidas Presidente Vargas, Francisco Bicalho, Rodrigues Alves e Beira-Mar , a prefeitura estuda a implantação de outros dois sistemas de transporte sobre trilhos ligando a Zona Portuária ao Maracanã e à Marina da Glória.

Conheça as linhas sobre trilhos

Ao contrário do VLT do Porto, cujo trajeto já está decidido, o percurso dos outros dois sistemas de bondes modernos ainda será detalhado. Mas a ideia, segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio (Cdurp), Jorge Arraes, é que o VLT da Marina passe pela Praça Quinze, pelo Aeroporto Santos Dumont, pelo Museu de Arte Moderna (MAM), pelo Aterro do Flamengo e pela Cinelândia. Haveria uma integração com o VLT do Porto nas imediações da Praça Mauá.

Já o VLT do Maracanã passaria também por São Cristóvão, em outro circuito fechado que se integraria ao Porto nas imediações da Zona da Leopoldina, em local ainda a ser escolhido.

- A prefeitura está fazendo uma licitação para escolher a empresa que fará a modelagem técnica, econômica e funcional, além dos projetos de todos os VLTs. Esta licitação deverá estar concluída em um mês. Já os VLTs serão objeto de uma concessão específica – explicou Arraes ao GLOBO.

Consórcio vai fazer calhas para veículos

Além do pacote de obras viárias e de infraestrutura que terá que executar dentro do projeto Porto Maravilha, o consórcio que venceu terça-feira a primeira Parceria Público Privada (PPP) da cidade, orçada em R$ 7,4 bilhões, terá que deixar pronta as calhas por onde passará o bonde que percorrerá a Zona Portuária.

O trajeto escolhido para o VLT do Porto percorrerá o canteiro central da futura Avenida Binário, que será aberta na área, além de vias importantes do Centro, como as ruas Senador Pompeu, Bento Ribeiro, Marechal Floriano e do Acre e parte da Avenida Francisco Bicalho. Serão aproveitadas ainda ruas subutlizadas, como a Equador e General Luiz Mendes de Morais, e um antigo túnel ferroviário sob o Morro da Providência. O VLT do Porto terá integração ainda com importantes terminais de transporte urbano, como a Central do Brasil e a Rodoviária Novo Rio.

Saindo da Praça Mauá, o primeiro circuito do VLT do Porto percorrerá toda a extensão das ruas do Acre e Marechal Floriano, passando em frente ao Comando Militar do Leste. Nesse ponto, o trajeto segue pelas ruas Bento Ribeiro e Senador Pompeu, contornando a Central do Brasil. A linha margeará então o ramal ferroviário até entrar no túnel, que será alargado, pegando a futura Avenida Binário, até se ligar à Avenida Rodrigues Alves, já voltando para a Praça Mauá.

O segundo circuito usará as ruas Equador e General Luiz Mendes de Morais, passando atrás da Rodoviária Novo Rio e a apenas uma quadra da Francisco Bicalho. Esse trajeto também margeia o ramal de trem da Supervia até chegar ao mesmo ponto do túnel ferroviário, que será compartilhado pelos dois circuitos.

Modal ferroviário de média capacidade, todos os três VLTs serão alvo de uma segunda concessão, que a prefeitura pretende fazer antes dos Jogos Olímpicos de 2016.


Goldman: trecho do VLT da Baixada fica pronto em 2013
14 de outubro de 2010
REJANE LIMA – Agência Estado

Sem querer falar sobre os prazos já prometidos e descumpridos pelo Governo de São Paulo em relação à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista, o governador Alberto Goldman (PSDB) afirmou hoje que o primeiro trecho da obra, de 11 quilômetros, interligando São Vicente e Santos, será inaugurado em 2013, sem especificar o mês. O governador esteve em Santos para assinar um acordo entre a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU-SP) e as prefeituras de Santos e São Vicente que garantirá a obra. 

“É 2013. Estou dizendo que é isso e ponto. Esse é o dado que eu estou dando”, disse o governador, ao ser questionado sobre o atraso do projeto. Ele explicou que o edital de licitação que escolherá a empresa responsável pela construção e operação da primeira etapa do projeto será publicado no Diário Oficial do próximo sábado ou da próxima segunda-feira.

A partir da publicação do edital, as empresas têm um mês para apresentar as propostas. “E se tudo correr bem, se não houver muito contencioso entre as empresas, antes do final do ano nós assinamos o contrato. Muito provavelmente se possa entregar por trechos”, disse.

Projeto

Com investimento estimado em R$ 688 milhões, o projeto será realizado por meio de uma Parceria Público Privada viabilizada através de uma concessão com prazo de 25 anos. O custo é composto pelos R$ 402 milhões necessários à construção do Metrô Leve e outros R$ 286 gastos com uma frota de ônibus. A proposta é utilizar o VLT como a espinha dorsal de um sistema mais completo, chamado de Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que contaria com diferentes linhas de ônibus, inclusive articulados, e um bilhete único metropolitano.

 

 

Estudos da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos revelam que esse primeiro trecho do VLT deverá transportar cerca de 45 mil passageiros por dia, dos 220 mil passageiros por dia útil previstos para o SIM. A intenção do governo é interligar toda a Região Metropolitana da Baixada Santista no futuro, expandindo o VLT através da linha férrea da antiga ferrovia que corta a Baixada.

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VLT vai ligar Belo Horizonte ao Aeroporto Confins
16/09/2010 – Hoje em Dia

Um ramal de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) vai ligar o Aeroporto de Confins a Belo Horizonte, possivelmente chegando até a Estação de Metrô Vilarinho, em Venda Nova.

A linha será feita pela iniciativa privada em parceria com o Governo do Estado, e vai passar pelo Centro Administrativo no Bairro Serra Verde. A intenção é acelerar o desenvolvimento das cidades do Vetor Norte, principalmente Confins, Vespasiano e São José da Lapa, mas também dos bairros de Belo Horizonte nas regiões Norte e Venda Nova.

O projeto de viabilidade técnica está em fase final, e deve ser concluído em dezembro. Caso o próximo governador opte por aproveitar o estudo, o implementação das obras deverão ser concluídas antes de 2013, ou seja, devem estar pronta para a Copa das Confederações. As informações são do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Luiz Antônio Athayde, que participou na manhã desta quinta-feira (16) do seminário Soluções para Cidades Rumo à Copa de 2014, realizado no Expominas.

 

“A vantagem deste modelo é que não dependeremos de recursos federais, mas apenas do Estado. O estudo de viabilidade foi um presente do Governo da Espanha para Minas Gerais, e está sendo realizado por empresas espanholas e brasileiras, lideradas pela espanhola Iberinsa, especializada em transportes”, afirmou Athayde.

O modelo seria multimodal – ou seja, interligado a outros tipos de transporte, como os ônibus, via estações parecidas a pequenas BHBus ou à própria estação Vilarinho – e os “carros”, de capacidade de carga maior que a dos ônibus, poderiam circular a baixa velocidade nos trechos urbanos e a velocidades mais altas nas áreas rurais.

Ainda segundo ele, não é possível determinar o valor das obras, já que as paradas e estações ainda não estão definidas, mas o custo de implantação deverá ser dividido com a iniciativa privada. “Ainda não sabemos se o modelo será de concessão total, parcial ou PPP. Mas isso tudo será detalhado no Estudo”, destacou o secretário.

A ligação via trilhos entre a cidade e o Aeroporto faz parte do plano diretor do Aeroporto. O projeto de expansão, outro desafio para antes da Copa do Mundo, já conta com uma estação integrada, que dará acesso ao saguão. O secretário também frisou, durante o seminário, que a licitação para a construção da segunda etapa do aeroporto deve ter prioridade total.

Isso porque, de acordo com estimativas da Anac, Confins receberia, até 2014, cerca de 8 milhões de passageiros por ano. Dados deste ano, no entanto, apontam que o aeroporto terá, em 2010, mais de 7,2 milhões de passageiros, um aumento de 34% em relação à estimativa inicial. Até 2014 a expectativa é que este movimento chegue a 10 milhões de passageiros por ano. “Se não começarmos agora a ampliação da ala 2 do Aeroporto, vamos passar vergonha na Copa. Teremos gente fazendo chek-in até nos jardins de Confins”, disse.

VLT é opção para outros trechos

Antes de ligar BH a Confins, o modelo de VLT também pode se tornar realidade em outras áreas da RMBH. A possibilidade mais concreta é que o modelo ligue a Estação Eldorado da linha 1 do metrô de Belo Horizonte, em Contagem, ao Centro de Betim. No primeiro semestre, o projeto de aproveitar trilhos do antigo trem suburbano para ampliar a Linha do metrô ganharam as manchetes, mas as verbas prometidas para as obras ainda não saíram.

Outra possibilidade de VLT seria a ligação via trem entre a Praça Diogo de Vasconcelos (Praça da Savassi) e o BH Shopping, no Belvedere. O modelo seria usado para melhorar o fluxo de veículos na região Centro-Sul da capital, aliviando o trânsito principalmente nas avenidas do Contorno, Cristóvão Colombo e Nossa Senhora do Carmo. O modelo seria ligado ao BRT, que já começou a ser implementado na capital.

O estudo de viabilidade técnica para decidir se a Savassi e o Shopping receberão linhas de BRT, VLT ou monorail (uma espécie de metrô sobre trilhos elevados), está sendo levantada pela BHTrans. O resultado do estudo, com o modelo mais viável econômica e ambientalmente, também será divulgado em outubro.

 


Evento discute VLT em SP 15/09/2010 – DCI
Matéria Publicada na Revista Ferroviária em 15/09/2010

 

 

A implantação dos veículos leves sobre trilhos (VLT), apontada como solução do problema de transporte de passageiros em diversas cidades brasileiras, incluindo o município de São Paulo, foi tema de uma palestra realizada ontem (14), durante a 16ª Semana de Tecnologia Metroferroviária na capital paulista.

Comandada por César Basaglia, a palestra denominada “Soluções em VLT” apontou vantagens da instalação do sistema no País. “O VLT é uma modalidade de transporte de médio porte ecologicamente correta, por não emitir gás carbônico e, dependendo de sua instalação, pode vir a gerar créditos de carbono”.

Outra vantagem apontada por Basaglia é a integração do VLT com a cidade. Os trilhos são construídos em vias públicas e podem dividir espaço com outros meios de transporte, como carros e ônibus. Ele também destacou que o VLT pode transportar de 3,2 mil a 12,8 mil passageiros por hora, contribuindo para o desafogamento do trânsito, problema que atinge a capital paulista e outras cidades brasileiras.

Em comparação aos Bus Rapid Transit (BRT), no Brasil, conhecidos como ônibus articulados, o VLT tem custo de instalação maior, mas por ter baixo custo de manutenção, transportar mais pessoas, ocupar menos espaço na vias em que circula e ter vida útil maior (cerca de 30 anos), acaba se tornando uma opção mais vantajosa a longo prazo, segundo o palestrante.

As notícias veiculadas acima, na forma de clipping, são acompanhadas dos respectivos créditos quanto ao veículo e ao autor, não sendo de responsabilidade do site Revista Ferroviária.

 

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